sábado, 15 de outubro de 2016

Versos ao vento


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Quem sou eu

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Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
Percorri caminhos diversos, até chegar aos meus versos. E, no caminho dos versos, há flores e beija-flores. Há incentivadores, impulsionadores. Esses, na virturealidade, são grandes amores... No meu jardim de flores e cores, moram versos, amores e beija-flores. Lilases e de todas as cores. Eu, Poeta Posso compor poemas, minha morfina, Na solidão de quem muito imagina; Nos versos que componho sou sofrimento, Mulher, homem, solidão contentamento. Meu verso é a falsidade que respira, Ou a mentira que parece verdade, mas é mentira. Posso usar o caminho torto, a contramão, O inverso do verso, o avesso da razão; Posso chorar versos mentirosos, imaginados, Versos atormentados, tristes, inventados E ser mais eu ou menos eu na poesia. Eu, poeta, posso ser mera fantasia. Posso intrigar-me em teias E sem dó, esvaziar minhas veias. E posso imaginar a esvoaçante borboleta, Que embeleza e imprime a marca do poeta. Sou poeta mentirosa Tanto em verso, quanto em prosa. Jane Moreira

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